
Guus Til entra em confronto com as críticas após a convincente vitória da seleção Oranje, a bolha “Oranje” e a experiência no Mundial
1 min de leituraApós a convincente vitória por 5-1 sobre a Suécia, a seleção neerlandesa está com um pé na fase de mata-mata do Mundial. Depois do empate anterior contra o Japão, a Oranje já somou quatro pontos e o clima dentro do grupo é excelente. O jogador do PSV Guus Til falou após o jogo com VoetbalPrimeur sobre a atmosfera no grupo, as críticas vindas de fora e a vida durante o torneio.
A crítica atinge os jogadores quase nada
Após a decepcionante perda de pontos contra o Japão, houve, na Holanda, as críticas necessárias ao jogo da Oranje. No entanto, segundo Til, dentro do grupo isso acaba chegando pouco.
"Eu acho que nós vivemos numa espécie de bolha, todos juntos, e sabemos muito bem o que está errado e o que é correto", conta o meio-campista. Os jogadores concentram-se sobretudo em si próprios e não se deixam distrair por opiniões vindas de fora. Nas redes sociais, o Til recebe principalmente reações dos adeptos. "Redes sociais dos adeptos. Mas só isso."
Sem falta de liderança
O selecionador Ronald Koeman disse anteriormente que os jogadores devem, entre si, falar mais frequentemente. No entanto, Til não se identifica com a ideia de que, após o jogo contra o Japão, ficou silêncio dentro do grupo.
"Alguns rapazes se manifestaram", diz ele. Também, segundo ele, não se trata de uma falta de personalidades que tenham coragem de dar sua opinião. À pergunta se há líderes suficientes na seleção, Til responde de forma categórica: "Absolutamente não."
Pausa para bebidas mudou o quadro da partida
Embora a Holanda tenha vencido com folga a Suécia, segundo Til, o jogo teve diferentes fases. Especialmente a pausa para beber no meio do primeiro tempo teve influência no desenrolar do duelo.
"Foi um pouco uma mudança de ritmo estranha o tempo todo", recorda ele. Segundo Til, a pausa deu à Suécia a possibilidade de ajustar taticamente a situação. "Você pode, como equipe, mudar tudo de uma vez para colocar as coisas de outra forma. Eu também não sei se essa é exatamente a intenção de uma pausa para beber. É o que é."
Depois da breve interrupção, a Suécia entrou melhor na partida, mas a Holanda acabou por recuperar o controle do jogo. "O que é perfeitamente do direito deles. Só que nós também tínhamos de responder a isso."
Os números não contam toda a história
Apesar da ampla vitória holandesa, a Suécia teve bastante oportunidades de finalização em seu nome. Til acha que essa estatística precisa ser colocada em perspectiva. "Também chutes de longa distância, na minha opinião", diz ele. Muitos chutes suecos vieram, segundo o meio-campista, de fora da área penal. "Então talvez isso também esteja um pouco distorcido."
Fugir da vida da Copa do Mundo
Além de treinos, jogos e aparições na mídia, durante a Copa do Mundo também há espaço para relaxar. Til vê isso como uma parte importante do torneio. "Gosto do fato de que também temos às vezes algum tempo livre, para que seja um pouco como em casa", explica ele.
De acordo com o médio do PSV, isso ajuda a não ser completamente engolido pela vida no hotel dos jogadores. "Para que você também saia um pouco dessa bolha e para que não vire uma espécie de rotina ficar todo dia, mais uma vez, naquele hotel."
Assim, a seleção recentemente visitou um jogo do Kansas City Royals. Também ali ficou evidente o caráter competitivo de Til. "Sou tão competitivo que até gosto de ver quem vai vencer. Mas é também muita encenação."
Surpreendido com o amplo apoio da seleção da Holanda
Para desfrutar visivelmente de sua primeira experiência em uma Copa do Mundo e ficar impressionado com o apoio que a Oranje recebe nos Estados Unidos. "Eu esperava menos apoio em laranja; eu tinha a impressão de que nem tudo eram holandeses", diz ele rindo. O enorme apoio das arquibancadas, segundo ele, faz bem aos jogadores. "Nos sentimos extremamente apoiados." Com um sorriso, ele conclui: "Um estádio inteiro em laranja, então isso é bem legal."



Comentários3
Ainda não convenço-me com a gestão do ritmo. Contra equipas que saem rápido, o PSV fica a um passe de apanhar na transição, e aí o jogo desanda 😡⚽
Bora lá, essa ideia de pressionar mais alto encaixa brutal no PSV. Se o meio não proteger as costas quando o lateral sobe, vira filme de terror.
"PSV Inside" a falar de mais intensidade no meio e eu só penso: oxalá o ritmo suba mesmo, pq senão a bola fica sempre presa nos mesmos corredores. Se o treino bate forte na pressão, então vamos ver o mesmo PSV já no próximo jogo. ⚽🔥