
Analista da ESPN, lírico: “Precisar de tocar”
1 min de leituraDevido a muitos casos de lesões entre os atacantes do PSV, Guus Til foi posicionado várias vezes este temporada como atacante por Peter Bosz. Na partida fora de casa contra o Sparta Rotterdam (0-2), Til foi escalado como extremo direito suspenso e deu uma assistência a Ricardo Pepi.
De acordo com o analista da ESPN Thijs Zwagerman, esta escolha de Bosz contra o Sparta Rotterdam foi deliberada para a dinâmica dentro do onze. ''Para promover a dinâmica no jogo ofensivo, Bosz escolhe Til como ponta-direita pendente na visita ao Sparta. O Til, muito móvel, frequentemente puxa para dentro, o que faz com que o PSV, no Het Kasteel, ataque com uma ala direita aberta'', diz Zwagerman na ESPN.
Dessa forma, surgiu no Castelo um grande espaço na ala direita que, segundo Zwagerman, foi utilizado de forma ideal pelos jogadores do PSV. ''Este espaço é preenchido alternadamente pela Sildillia que avança, pelo Fernandez em avanços e recuos ou, ainda assim, pelo Til. A partir dessa disposição em campo, os jogadores do PSV desfrutam da liberdade para se movimentarem muitas vezes, algo que torna a equipe imprevisível e difícil de enfrentar. Surge uma grande oportunidade quando o Til permite que ele se afaste e o Fernandez se insere na vaga que, por isso, aparece'', continua o analista.
Apesar do seu papel como ponta-direita, Til realizou uma partida excelente e isso também não passou despercebido a Zwagerman. ''Que Til, neste papel, também pode render por si mesmo, ele mostra logo aos 46 minutos com um cruzamento medido para Pepi'', afirmou o analista.

Além disso, o analista acredita que Bosz, com estas mudanças táticas, já está a preparar o terreno para a temporada 2026/2027. ''Os últimos duelos do campeonato fornecem informações sobre como Bosz pretende continuar a desenvolver ainda mais a equipa do atual campeão na próxima temporada. Partindo do mesmo posicionamento em campo, mas com ainda mais trocas de posição e a possibilidade de um avançado lateral pendurado, o treinador do PSV tenta tornar o seu onze ainda mais difícil de parar'', conclui Zwagerman.



Comentários11
O ponto do PSV a criar oportunidades pelos corredores fez sentido. Se eles continuarem a colocar bolas na zona do segundo poste mais cedo, dá para transformar posse em gol com mais regularidade.
Achei que o artigo romantiza um bocado a ideia de controlar sempre. Na prática, contra equipas que pressionam alto, o PSV sofre nas saídas e depois a defesa fica muito exposta.
Dá para ver que o plano passa muito pelo ritmo da ala. Quando o apoio vem cedo, o PSV parece mais perigoso, mas se o flanco fica sozinho, o ataque trava e o jogo fica previsível.
É engraçado ver os debates, porque PSV é mesmo assim. O plano parece simples, mas a execução é que decide, e ontem isso esteve quase lá o tempo todo.
Não sei se concordo com a ideia de que tudo vai passar apenas pelos mesmos jogadores. Quando o adversário fecha os corredores, o PSV precisa de alternativas no 2º tempo.
Eu percebo a empolgação, mas ainda sinto que no último terço falta aquela confiança para finalizar em vez de rodar a jogada até dar tempo ao adversário. Com mais clarividência no passe final, o PSV mata jogos.
Gostei da leitura do PSV por dentro. Especialmente quando fala daquele ritmo mais agressivo no meio-campo, dá mesmo a sensação de que o jogo ganha intensidade logo nos primeiros minutos.
Confesso que é aqui que vejo o PSV mais forte, nas pequenas rotinas entre laterais e interiores. Só espero que consigam manter isso contra equipas que baixam bem.
Acho que o artigo acertou ao falar da pressão alta, mas fico com receio na transição defensiva. Quando perdem a bola no último terço, dão espaço demais.
Finalmente alguém a falar do que importa, o PSV a querer controlar o jogo com bola e não só correr atrás. Se a ideia é pressionar mais alto, faz sentido com a qualidade que o meio tem.
Gostei da forma como o PSV está a procurar profundidade sem complicar. Se o meio consegue ligar rápido com os extremos, o jogo ganha uma energia diferente.