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Mario Been olha para trás sobre a derrota histórica contra o PSV e ainda sente, afinal, “uma satisfação”
Max de Kok24 de julho de 2026
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Mario Been olha para trás sobre a derrota histórica contra o PSV e ainda sente, afinal, “uma satisfação”

1 min de leitura

Em 24 de outubro de 2010, o PSV venceu o Feyenoord por 10-0 em casa. Na equipe de Roterdã, Mario Been era, na época, o treinador principal e, para Been, isso ainda é um dos dias mais difíceis de sua vida.

Isso conta o analista atual no podcast The Struggle is Real. ''É um dia que eu gostaria de esquecer da minha vida'', diz o ex-treinador do time do Rotterdam-Zuid.

''Fizemos muito bem nos primeiros vinte minutos, mas então Kelvin Leerdam recebeu um cartão vermelho. Depois tivemos de seguir em campo com dez homens. Ao intervalo estava 2-0 e ainda me lembro de que, no intervalo, eu disse que precisávamos tentar manter-nos na partida pelo maior tempo possível. Ver se conseguíamos marcar um golo para voltar a ficar por perto'', lembra Been.

Mas aconteceu justamente o contrário. O PSV saiu com tudo na segunda parte e, no minuto 59, o placar era de 6-0.

Isso também viu Been desde o sofá. ''Mas cada remate do PSV ia para dentro. Foi um desastre. Tudo deu errado, rapazes perderam o controle. Bruno Martins Indi ainda avançou com 7-0. Não dava mais para treinar. E virou uma humilhação. Isso me afetou muito e também me fez duvidar bastante de mim mesmo. Mas você tem de, como responsável final, acabar por ficar de pé diante disso'', conta o atual analista.

Também os dias seguintes ainda tinham impacto da derrota histórica. ''Não foi fácil e eu também não queria ver ninguém naqueles dias. Eu não aparecia em lugar nenhum e só estava concentrado em conduzir os próximos jogos da melhor forma possível. Eu ainda me lembro de que eu queria fazer a conversa pós-jogo, porque você é um treinador em início de carreira. Aí os jogadores disseram: 'Treinador, a gente já sabe'. Eles nem queriam mais ver as imagens'', lembra Been.

Na rodada de jogo 32, o PSV, como líder, foi ao De Kuip e perdeu, em parte devido a um cartão vermelho injusto para Orlando Engelaar, por 3-1, fazendo com que a equipa de Fred Rutten acabasse por não se tornar campeã no fim da competição. ''O único ponto positivo daquele ano foi que afastámos o PSV do título ao vencê-los em casa por 3-1. Essa conversa sobre o jogo eu só a tenho lembrado para aquele jogo em Eindhoven. Derrotámos o PSV e isso custou-lhes o campeonato. Essa foi a única satisfação. Pelo resto, senti-me imensamente envergonhado e ainda me sinto'', conclui o antigo treinador.

Comentários3

M
marieke_v22/07, 13:26

Engraçado ele dizer que o pior foi "todo o tiro entrava". Olha o timing: expulsão, 6-0 na hora certa e o Feyenoord perdeu a cabeça. E aquela cena dos jogadores já não quererem ver as imagens é mesmo vergonha total... 😡

P
PSV_Sven22/07, 12:07

"Dat was de enige voldoening" caraças, entendo o sentimento dele. Se por um lado foi humilhação em Eindhoven, por outro vocês ainda conseguiram tirar um título na De Kuip com esse 3-1. Para o PSV doía, mas no geral foi um ano a ferro e fogo. ❤️⚽

P
pieter198522/07, 12:02

10-0 com essa lista de pormenores é surreal... Leerdam expulso, 2-0 ao intervalo, e depois foi a sentença na segunda parte. Bruno Martins Indi ainda a atacar com 7-0 é o tipo de detalhe que mostra como foi tudo perfeito pro PSV e péssimo pro Feyenoord.