
Críticas à cortina de honra com ajacieden rindo de forma cínica: “Os jogadores do Ajax estavam lá com uma resistência fresca e relutante”
1 min de leituraAntes do jogo Ajax - PSV de sábado passado, os jogadores do Ajax formaram uma homenagem em forma de corredor para o campeão nacional PSV. Isso foi indicado pelo treinador Oscar Garcia na conferência de imprensa de sexta-feira passada, antes do jogo.
Esta cortina de honra não agradou a todos. Assim, o analista da ESPN Marciano Vink disse durante a prévia do confronto na Arena Johan Cruijff que ele não vê razão nenhuma para isso.
Também o ex-goalkeeper do PSV Ronald Waterreus não é lá muito fã da forma como o Ajax formou a “saudação de honra” para o PSV. ''Enquanto os campeões, um a um, iam se infiltrando no gramado, o sorriso publicitário do comercial de escova de dentes do Steven Berghuis traía que ele preferia ainda ter ficado em algum lugar do engarrafamento na A10. Já o Youri Baas, por sua vez, dava a impressão de que um enxame de formigas com comichão havia se alojado na sua cueca'', diz Waterreus, num tom cínico, em sua coluna para o Algemeen Dagblad.
Segundo o nascido em Limburgo, a Holanda não deve adotar toda e qualquer tradição futebolística de outro país. ''A cortina de honras construída no Johan Cruijff Arena foi o cúmulo do ridículo. Os jogadores do Ajax estavam lá com uma disposição fresca e relutante, enquanto os do PSV sentiram que a cortesia tinha sido encenada'', prossegue o ex-goleiro.

Waterreus também pensa, por isso, que não havia qualquer indício de um gesto desportivo por parte dos amsterdameses em direção ao campeão nacional. ''Isto é cortesia para o palco. Nenhum desportista no mundo inteiro deseja, afinal, que os seus concorrentes ganhem o título. Parabenize-os nas catacumbas, tudo bem. Mas por favor, vamos parar com estes pequenos espetáculos'', conclui o limburguês.



Comentários6
Achei boa a leitura do jogo. Com o PSV a encaixar melhor no meio-campo, dá para perceber como a equipa ganha gás para acelerar nas costas. Se conseguirem repetir isso na próxima, o ataque vai ser muito mais perigoso.
Discordo um bocado do foco no meio. Na prática, vi muitas transições defensivas a falharem quando a bola estava demasiado tempo no pé dos centrais. Melhoram ofensivamente, mas depois deixam espaço para contra-ataques.
Gosto da forma como a equipa parece mais corajosa com a posse e, ao mesmo tempo, não foge do risco. Se o PSV mantiver esse equilíbrio, dá para sonhar com um ciclo forte. Só espero que a intensidade não caia nos minutos finais.
Acho que o PSV ganhou muito com o meio-campo mais agressivo. Quando a bola chega rápido no ataque, dá logo aquela sensação de perigo.
Vou ser sincero, vi espaços a mais nas costas quando a equipa sobe. O artigo fala de intensidade, mas eu queria mais controle nos minutos finais.
Gostei do destaque ao trabalho defensivo, principalmente na reposição. Se conseguirem manter isso, o título fica muito mais perto.