No passado, o PSV contou com alguns jogadores de futebol muito marcantes. Brasileiros, mas também mexicanos, escandinavos e asiáticos. Jogadores que sempre se sentiam muito à vontade em Eindhoven, graças aos rolês, aos cassinos e à hospitalidade e descontração típicas de Brabante.
Os brasileiros, em especial, eram conhecidos por se divertirem à vontade na vida noturna de Eindhoven. Bares, cassinos e boates eram o território dos jovens sul-americanos daquela época. Antes de irem ao cassino, é claro que faziam bem em revisar
as últimas regras do blackjack. Depois, passavam noites inteiras na mesa de jogo favorita e desafiavam o dealer para a partida.
Romario
Romario de Souza Faria, simplesmente Romario. O baixinho brasileiro virou uma verdadeira sensação em Eindhoven, para onde chegou no fim dos anos 80 e jogou por quatro temporadas. Até hoje é um dos melhores jogadores que o PSV já teve em seu elenco. Dois anos atrás, ele
voltou por um tempo à cidade onde foi tão feliz.
Ao redor da estrela brasileira, sossego nunca foi a tônica. Uma lesão que desaparecia como neve ao sol do Brasil, retorno atrasado de um treino com a seleção ou mais um atraso no treino do clube de Eindhoven. Não,
quase nunca foi entediante com Romario.
O atacante brasileiro, no entanto, adorava sua vida em Eindhoven. Foram os anos em que virou um verdadeiro profissional e se desenvolveu como um centroavante de nível mundial. Os quatro anos em Eindhoven foram a sua plataforma de lançamento para o topo da Europa, onde brilhou após a passagem pelo PSV, entre outros, no FC Barcelona.
Ronaldo
O outro brasileiro, Ronaldo Luís Nazário de Lima, que, após a saída de Romario para o Barcelona, deixou os zagueiros da Eredivisie tontos. Ronaldo talvez tenha sido ainda melhor que seu antecessor no time de Eindhoven. Com força, velocidade e faro de gol, conquistou rapidamente o coração da torcida do PSV.
Em sua primeira temporada, marcou trinta gols na Eredivisie e se coroou artilheiro. Infelizmente, depois se lesionou e perdeu grande parte do segundo ano. Na temporada seguinte, porém, voltou a formar uma dupla de ataque fantástica com Luc Nilis, o belga carismático.
Com seu talento, é claro que chamou a atenção dos grandes clubes europeus. Assim como Romario, Ronaldo também partiu para o FC Barcelona. O clube catalão pagou, na época, a quantia gigantesca de 34 milhões de florins (pouco mais de 15 milhões de euros) por Ronaldo. Foi, de longe, a maior transferência da história do PSV naquele período.
Após sua passagem por Eindhoven, Ronaldo rodou por vários gigantes da Europa. Além do Barcelona, jogou por Internazionale, Real Madrid, AC Milan e encerrou a carreira no Corinthians, no Brasil. Com a seleção, também foi campeão do mundo em 2002.
Assim como Romario, Ronaldo também era presença frequente na noite de Eindhoven. Não aprontava tanto quanto Romario, mas isso não quer dizer que não tenha aproveitado muito o período em que viveu na cidade.
Gomes e Alex
Mais de dez anos após Romario e Ronaldo, o PSV contratou, em meados dos anos 2000, mais dois brasileiros de enorme sucesso. Eram, no entanto, perfis bem diferentes de seus antecessores com o uniforme vermelho e branco do clube de Eindhoven.
Gomes e Alex, porém, também colecionaram conquistas no clube. Com “o Tanque” Alex liderando a zaga e o goleiraço Gomes no gol, o PSV quase chegou à final da Liga dos Campeões. No limite, o AC Milan eliminou a equipe de Eindhoven na semifinal.
Dizem que Alex e Gomes também gostavam de um drink e iam com frequência ao Stratumseind, a rua dos bares em Eindhoven. Mas nunca chegaram aos exageros de seus compatriotas, exceto talvez nas festas de título.